sexta-feira, 7 de março de 2014

Confissões da madrugada #12

Yo minna!Um conselho pra quem é anti-social, faça poucos amigos mesmo, porque ter muitos é f*da.

Eu vejo um monstro, ele gosta da minha família, meu pai, minha mãe, meus avôs, meus tios e primos. Ele é meio invocado com meus amigos, ele fala com alguns com quem tem mais intimidade e se divertem muito, ele tem saudades e também queria ver seus amigos que infelizmente não estão presentes, tem outros que são insuportáveis e o faz ficar muito, mais muito irritado e irracional. Esse monstro é um amante, se apega a ilusões e se imagina em uma vida maravilhosa acompanhada por alguém, que possa existir ou não, mas ele é um monstro, geralmente as pessoas o tratam como amigo, outras o provocam, incrivelmente há quem só o observa, ele não pensa na possibilidade disso.
 Esse monstro não gosta de salto, demorar para se arrumar pra sair, comprar roupas, conversar sobre quem ficou(porque não ficou com ninguém). Esse monstro gosta de ler livros, assistir animes, ouvir música e ficar no computador, ele se sente tão feliz quando alguns dos seus amigos o compreende ou se identifica com isso. Ele anda sorrindo pela rua quando tudo está dando certo, tudo mesmo, a economia do mundo, sua vida, a escola, suas notas, o bem-estar dos seus amigos, algumas pessoas notam e gostam de o ver assim, mas só assim, se ele estiver triste, com olheiras e querendo chorar aos cantos ninguém aparece, ao contrário, fazem com que ele fique mais triste ainda. Ele está confuso, as pessoas que parecem gostar dele ao mesmo tempo parecem não está mais o suportando, sua voz ficou mais irritante, ele está mais ácido, ele está com inveja da humana que está encantando todos no seu local social, aquela humana que fez algumas coisas para a pequena criança que agora é o monstro, ele se lembra de tudo e tudo se repete, mas continua no seu foco maior, que é conseguir o que quer. Com esse monstro eu convivo todo dia, com esse monstro eu tomo café, com esse monstro vou pra escola, vejo esse monstro no espelho.

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